Os canais de venda online

Existem diversos modelos de negócio de ecommerce. Saiba que existem ainda diferentes canais de venda online onde pode comercializar os seus produtos ou serviços.

Entre os diversos canais de venda online disponíveis temos:

  • Loja online
  • Híbrido de loja online/loja física
  • Marketplace
  • Vendas privadas
  • Modelo de subscrição

Loja online

A loja online é o canal mais tradicional, a venda centra-se numa única plataforma digital de comercialização de produtos.

A empresa de comércio eletrónico, foca-se na venda de produtos próprios e em alguns casos recorre ao Dropshipping.

Dropshipping é uma técnica de gestão de cadeia de abastecimento, na qual a loja online comercializa produtos sem stock próprio, ao em vez disso comercializa o stock que está disponível diretamente no fornecedor.

A grande vantagem que podemos apontar numa loja online, é a simplicidade na implementação e gestão do negócio, já que todo o processo é próprio e não está dependente de terceiros.

Por sua vez, o grande desafio que se coloca é a prospecção de novos clientes e subsequente crescimento do negócio. Num mar de informação digital e promessas de satisfação de necessidades do consumidor, é cada vez mais difícil diferenciar e aferir notoriedade a uma loja online.

Híbrido de loja online/loja física

Existem algumas marcas que possuem tanto lojas físicas como lojas online. Basta olharmos para o caso de players tais como a Fnac ou a Mediamarkt.

Existem outras marcas ainda, como é o caso da Timberland que possuem um negócio de lojas físicas franchisadas no nosso país e um ecommerce próprio pertencente à marca mãe. Sendo que o preço dos produtos como o stock dos mesmos é diferenciado.

Embora possamos à partida percepcionar que uma loja física só trará custos para uma empresa, a notoriedade da marca transparece do físico para o digital, transmitindo-lhe credibilidade online.

Claro que também existem desafios num canal híbrido, tal como a integração de sistemas ou incongruência de preços entre lojas online/física, que gera no consumidor a expectativa do “match” de preços.

Marketplace

Os marketplaces online são plataformas externas à própria marca que se caracterizam por um elevado tráfego mensal de utilizadores e de clientes fidelizados.

Existem diversos exemplos de marketplaces online, do mais conhecido de todos a Amazon marketplace, ao Dott desenvolvido com a base numa parceria nacional entre o grupo Sonae e os CTT.

Ao optarmos por um Marketplace estamos a reduzir os custos de desenvolvimento e implementação de plataforma própria, no entanto estaremos a competir com um enorme número de vendedores que podem comercializar produtos com características em tudo semelhantes aos nossos.

Não podemos ainda esquecer que existem comissões para cada categoria de produto, direitos de entrada ou mensalidades que terão que ser pagas ao marketplace.

Claro que um marketplace também tem os seus benefícios, é uma via rápida para a internacionalização, já que pode usufruir da notoriedade já estabelecida dessa plataforma em diferentes geografias.

O ideal é comercializar todos os produtos na sua própria loja online e optar apenas pela venda de alguns produtos ou categoria de produtos num marketplace.

Vendas privadas

As vendas privadas são uma abordagem em que o canal de ecommerce assenta no escoamento de stock. Certamente já se deparou com plataformas que oferecem produtos de moda de estilistas de renome por uma fração do preço inicial. Muitas vezes tratam-se de coleções de anos anteriores, cujo stock as marcas pretendem escoar. Seja nos canais próprios ou em canais de terceiros, como é o caso do Clubefashion.

Embora as marcas tenham que lidar com margens mais baixas e aprovisionamento de stock, esta é também uma forma de exposição dos produtos a novos clientes.

As vendas privadas podem ainda servir como uma forma de fidelização de clientes, ao as mesmas apenas estarem acessíveis a membros de um programa de fidelização da marca.

Modelo de subscrição

Um modelo de subscrição aumenta o ciclo de vida dos clientes ao assegurar a personalização do produto ou serviço de acordo com as necessidades específicas do cliente.

A recorrência da compra pode ser aprimorada através da automação de marketing. Vejamos o exemplo dos Dash Buttons da Amazon. Estes eram pequenos dispositivos físicos ligados à conta de um utilizador da Amazon, que com apenas o toque de um botão permitiam encomendar um produto de consumo rápido. 

Esta noção pode ser transmitida para o digital, com a adição de um botão de compra recorrente (por exemplo 1 unidade/mês), na ficha de descrição de um produto.

Um dos desafios dos modelos de subscrição é a geração de novas ofertas que sejam relevantes para o consumidor. 

Sucesso de um ecommerce

Seja qual for o canal de venda online escolhido, factores como o preço e as próprias características dos produtos são importantes para garantir o sucesso de um ecommerce.

No entanto, o principal factor gerador de sucesso para qualquer ecommerce é o cliente.

Sem esta noção o negócio simplesmente não funciona. No panorama digital atual existe cada vez mais a necessidade de adopção de estratégias mais robustas, que vão além da simples obtenção de tráfego para o seu canal de vendas online.

A prioridade deverá ser sempre a adopção de estratégias de retenção e fidelização do cliente, de forma a aumentar o ciclo de vida do mesmo.

Lembre-se que é sempre mais caro e difícil adquirir um novo cliente do que reter um já existente.