NFTs e Criptomoedas, a base da economia do Metaverso

Seja muito bem vindo ao admirável mundo novo do Metaverso, aceitamos Visa claro, mas principalmente Criptomoedas e NFTs! 

Confuso com estas novas formas de pagamento? Qual o potencial deste novo mercado? Vamos lá tirar todas essas dúvidas.

O mercado do Metaverso

Um estudo realizado pela consultora Canadiana Emergen Research, estima que o mercado do Metaverso já somou 47,69 mil milhões de dólares só em 2020 e prevê que o mesmo terá um crescimento anual de cerca de 43% entre 2021 e 2028, atingindo uns formidáveis 828,95 mil milhões de dólares no fim deste período.

Incrível não é? 

A pandemia de Covid-19 juntamente com a tendência da digitalização de negócios e serviços, são apontadas como algumas das principais razões do crescimento anual acima mencionado.

Presentemente as chamadas “Big Techs”, como a Meta, Microsoft ou mesmo a Google, não são as únicas empresas interessadas nos negócios que gravitam em torno do metaverso. 

Grandes marcas de bens de consumo também já apalpam o terreno deste novo mundo digital. Em Dezembro do ano passado a gigante NIKE, comprou uma startup, a RFTKT, que vende, entre outros produtos, uma linha de tênis virtuais. O objectivo da NIKE, passa pela venda tanto de ténis reais no mundo físico, como de ténis digitais (os chamados NFTs) no Metaverso.

Outro exemplo sonante, é o caso da Dolce & Gabbana, que em Setembro do ano passado leiloou uma coleção de 9 peças de alta costura, pela “pequena fortuna” de 5,7 milhões de dólares. O item mais disputado, apelidado de “terno de vidro”, custou a módica quantia de 1 milhão de dólares. Os compradores destas peças receberam tanto uma versão física, como uma versão digital das mesmas. 

Esperem, mas afinal o que são NFTs?

Um NFT (non-fungible token), ou token não fungível em Português, é um tipo especial de token criptográfico que representa um item único e não replicável. 

Enquanto que as criptomoedas como é o caso da Bitcoin, são mutuamente intercambiáveis, os NFTs não o são.

Um item “fungível”, como uma unidade monetária, pode ser trocado por outro. Já os itens fungíveis, são equivalentes a uma obra de arte, únicos na sua existência e não copiáveis. 

É bem provável já se ter cruzado nas redes sociais, com imagens de macacos digitais, como é o caso desta: 

Entenda que embora imagens como estas, possam ser copiadas, existe um único exemplar que é considerado o original. Imagine o quadro da Mona Lisa, existem incontáveis réplicas desse quadro espalhadas pelo mundo, mas o único, o verdadeiro, está exposto no museu do Louvre em Paris.

Os NFTs distinguem-se uns dos outros, através de metadata e de identificadores únicos, à semelhança de códigos de barras. É esta metadata, que permite aos utilizadores comprarem ou venderem objetos baseados na metadata desses objetos, ao em vez do objecto em si. 

Estes tokens não fungíveis, procuram replicar atributos de peças físicas, tais como escassez, unicidade e propriedade.

Os protótipos dos NFTs tratavam-se de criptomoedas coloridas, Os primeiros tokens não fungíveis, surgem em 2014 como uma experiência, para a conferência “Seven on Seven”, que decorreu no New Museum em Nova Iorque. 

Então qual é o verdadeiro potencial dos NFTs no Metaverso?

Embora presentemente, os tokens não fungíveis sejam mais populares na forma de colecionáveis digitais ou arte digital, é fácil imaginar todas as diferentes formas que estes podem assumir no Metaverso. 

Como Mark Zuckerberg referiu no ano passado na sua apresentação do Metaverso, os utilizadores poderão ter uma casa virtual própria. Assim, podemos imaginar, um negócio de mobília virtual, que irá produzir peças digitais únicas, para os utilizadores mobilarem as suas novas moradas digitais. 

Outro exemplo que nos salta imediatamente à cabeça, é a indústria da Moda, e a produção de peças virtuais únicas para vestir o seu avatar (a representação digital de si mesmo) no mundo virtual, 

Se estendermos esta visão à música, jogos ou mesmo indústria automóvel, (sim porque o seu avatar quererá se movimentar mais rapidamente neste novo mundo digital), entendemos como os NFTs farão uma parte integrante e fundamental de toda a economia em redor do Metaverso.  

E onde se inserem as criptomoedas no meio de tudo isto?

Para este mundo digital ter sucesso, será necessário trazer para o mesmo, uma economia em pleno funcionamento, que envolva permissões, serviços financeiros e trocas instantâneas. E é justamente aí que entram as criptomoedas, assim como todas as tecnologias adjacentes. 

Afinal de contas, para ser possível se reunir com pessoas, criar, trabalhar ou até mesmo comprar, é necessário disponibilizar ferramentas para realizar tais transações. 

No final do ano passado, Haim Israel, Diretor administrativo de pesquisa e estratégia global do Bank of America, afirmou: “É no Metaverso onde vamos começar a usar criptomoedas como verdadeiras moedas”. Enfatizando ser este o espaço em que as pessoas finalmente começarão a utilizar as criptomoedas amplamente nas transações. Isto acontecendo, acrescentou, “deixará as empresas de pagamento muito mais interessadas nas moedas digitais”. 

De facto, enquanto este novo cenário ainda está longe de ser uma realidade, exemplos de criptomoedas associadas ao Metaverso estão a ter ganhos já muito expressivos. Veja-se o exemplo de criptomoedas como a Mana, Meta Hero ou Enjin Coin.

Esperamos que este artigo o tenha ajudado a entender melhor o potencial da economia do Metaverso. Se pretende aprofundar os seus conhecimentos neste tema e caso ainda não o tenha feito, convidamo-lo a ler os artigos sobre o que é o Metaverso e sobre o futuro do ecommerce neste novo mundo virtual, já publicados aqui no nosso blogue.

Ah, e na próxima entrada do nosso blogue, iremos abordar o futuro do trabalho neste novo mundo digital, “so stay tuned”!