Afinal de contas, o que é o Metaverso?

Muita tinta tem corrido nos últimos meses, desde que Mark Zuckerberg anunciou publicamente o novo projecto em que o Facebook estaria a trabalhar, o Metaverso! 

Tal é o seu interesse nesta nova digisfera, que o mesmo chegou ao ponto de ter inclusive renomeado o nome da sua empresa detentora das plataformas Facebook, Instagram e Whatsapp, para Meta.

Para muitos este parece ser um admirável mundo novo, uma representação inicial do conceito que vimos pela primeira vez em 1999, estampado no filme Matrix, para outros não passará de uma moda passageira sem qualquer expressão significativa dentro de alguns anos. 

Ao longo de uma nova série de artigos, vamos mergulhar no conceito deste admirável novo mundo digital, para que possa melhor entender em que consiste, quais são ou serão as suas aplicações práticas, quais os possíveis impactos nas nossas vidas, negócios e na sociedade em geral. 

Nas palavras de Morpheus (personagem do filme Matrix),”You take the red pill, you stay in wonderland, and I show you how deep the rabbit hole goes.”

 O que é o Metaverso?

No verdadeiro sentido da palavra, Metaverso significa um tipo de mundo virtual que tenta imitar ou replicar a realidade através de dispositivos digitais. 

É um espaço coletivo e virtual compartilhado por diversos utilizadores, constituído pela soma ou parte de Realidade Virtual, Realidade Aumentada e a própria Internet. 

Embora tenha surgido na discussão pública mundial, graças ao mais recente anúncio de Mark Zuckerberg, saiba que videojogos como o Second Life, Roblox e mesmo o Fortnite, já constituem uma espécie de Metaverso rudimentar, porque permitem a pessoas de todo o mundo, interagirem uns com os outros num espaço virtual e que de outra forma, muito provavelmente não seria possível.

Então qual a grande novidade do Metaverso segundo Mark Zuckerberg?

Para entender melhor o conceito, comparemos com a internet nos dias de hoje, atualmente as redes sociais são as principais formas de aceder a um ambiente virtual de partilha, socialização e até de divulgação de negócios, tudo através de um smartphone ou computador.

Segundo Mark, a sua experiência será muito mais imersiva. Mais do que navegar na internet como fazemos hoje em dia, será possível vivenciá-la virtualmente.

Tudo isto porque em 2014, o Facebook adquiriu a Oculus, empresa produtora de óculos de realidade virtual e cujo negócio tem sido até ao anúncio do Meta, muito criticado, descrito por muitos, como quase inútil para a empresa. 

No entanto, agora finalmente entendemos verdadeiramente a estratégia do Facebook ao ter realizado esse negócio há 8 anos atrás. 

A visão de Mark Zuckerberg é que ao colocarmos óculos de realidade virtual, equipados com headphones e sensores, será possível entrar num mundo virtual online e interagir com esse mesmo mundo de uma forma totalmente imersiva. 

Este espaço virtual, também incorpora por sua vez, realidade aumentada, avatares holográficos em 3D, vídeos e outras formas de comunicação. Dado que se trata de um espaço virtual, tudo é possível, estando este apenas limitado à imaginação dos seus criadores.

E é só a Meta que está a trabalhar nesta nova tecnologia?

Embora a empresa de Mark Zuckerberg tenha sido a primeira a anunciar publicamente o seu envolvimento nesta nova forma de tecnologia. Gigantes como a Google ou a Microsoft, já estão a trabalhar nas suas próprias representações do Metaverso.

Vejamos o exemplo da Microsoft, que recentemente para celebrar os 20 anos da marca Xbox, criou um autêntico museu virtual, com toda a história das suas diversas consolas, e que os utilizadores podem aceder com um qualquer browser, e explorar livremente este espaço virtual.

Pode aceder ao Museu Xbox e explorar o mesmo à vontade aqui

Quais as aplicações práticas desta nova tecnologia?    

Não é possível descrever com total exatidão, como vai funcionar o Metaverso, uma vez que ele ainda não existe, exatamente na forma como Mark o descreveu.

O que foi anunciado é que todos os utilizadores, terão o seu próprio avatar, poderão trabalhar, manter contacto com o seu círculo de amigos, construir e decorar uma casa virtual, comprar roupas e acessórios para o seu avatar, assistir a espectáculos e até mesmo viajar pelo vasto mundo virtual. 

Será possível se encontrar com os seus amigos e combinarem virtualmente, assistirem a um filme ou exposição que só estarão disponíveis no digital. 

Poderá até trabalhar a partir de casa, vestido com uma roupa mais caseira no mundo real, ao passo que no mundo virtual, irá ver, interagir e trabalhar em conjunto com os avatares dos seus colegas e eles os verem a si, com uma roupa mais formal, dentro de um espaço virtual que replica o ambiente de escritório da sua empresa.

Poderá ainda passear virtualmente por montras e corredores de lojas ou supermercados, pegar, interagir com produtos e realizar compras que serão posteriormente entregues no mundo real, na sua morada à escolha.

No próximo Artigo, iremos abordar o futuro do Ecommerce no Metaverso, siga-nos nas nossa redes sociais, para não perder nada sobre este admirável mundo novo.